Martinho Lutero foi um frade alemão, professor da Universidade de Winttenberg que, ressentido com a dominação italiana da Igreja e o desvirtuamento da fé católica, começou a contestar os dogmas da Instituição. Lutero defendia um envolvimento maior dos leigos nas atividades religiosas, a começar pelo incentivo à leitura da Bíblia e à participação na liturgia: ambas deveriam ser traduzidas para a língua vernacular. Para ele, os fiéis teriam direito de conhecer Deus, sem a intermediação dos clérigos. Nesse contexto de vida e pensamento, Lutero se tornou responsável por um legado importante para a civilização humana: a facilitação do acesso à informação. Como um dos objetivos principais da Reforma era a comunicação com todos os cristãos, ele utilizou uma estratégia nova, difundindo a mensagem de Cristo em vernáculo. Traduziu a Bíblia para o alemão e empregou a tecnologia disponível no momento - a prensa - para fazer chegar suas idéias a sociedade de sua época. A Reforma, por sua vez, ganhou o caráter de uma "revolução permanente", pois teve seus princípios difundidos rapidamente e em uma escala cada vez maior.
Texto: José Ismar de Oliveira. Edição: Andréa Moreira.
domingo, 2 de dezembro de 2007
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Expectativas da TV Digital
Ontem recebemos, em nossa aula de História dos Meios da Comunicação, a visita de Jô Mazarollo, Diretora da Rede Globo Nordeste, que nos deu uma excelente paletra acerca da TV Digital e das expectativas que ela nos traz.
Trazendo fotos e vídeos nos slides, comparou-se a qualidade da TV Digital com a atual: a diferença de qualidade, de detalhamento das imagens, é incrível. A portabilidade também merece destaque, pois não importa onde estejamos ficaremos atentos aos nossos programas favoritos.
Mas a principal mudança que ela irá nos proporcionar é, com certeza, a interatividade com o telespectador. Poderemos escolher nossa programação, ler a sinopse do capítulo da novela ou do filme na tela, saber mais informações a respeito do local em que ocorreu determinada notícia, comprar peças de figurino, decoração e tudo o que está na cena que assistimos, escolher o ângulo sob o qual desejamos ver o gol, etc. Haverá uma mudança de comportamento, de pensamento sobre o que está sendo exibido.
A grande preocupação é a quantidade de pessoas que serão necessárias para abastecer esse imenso número de novas informações. Portanto, espera-se uma ampliação do mercado e pede-se especialistas nas mais diversas áreas para trabalhar com essa nova tecnologia de comunicação.
Outra discussão é sobre o monopólio das grandes emissoras: elas poderão, com apenas uma concessão, operar com quatro canais. Agravará a situação do mercado? E a inclusão social, como fica? As perguntas de nós, estudantes do 1º período de Jornalismo, evidenciaram o interesse com o futuro. Com clareza, ela foi esclarecendo algumas de nossas dúvidas; outras questões, no entanto, deverão permanecer. Talvez sejamos nós os responsáveis por buscar a solução... Lembrem-se: a reflexão é indispensável para exercitarmos o senso crítico!
Trazendo fotos e vídeos nos slides, comparou-se a qualidade da TV Digital com a atual: a diferença de qualidade, de detalhamento das imagens, é incrível. A portabilidade também merece destaque, pois não importa onde estejamos ficaremos atentos aos nossos programas favoritos.
Mas a principal mudança que ela irá nos proporcionar é, com certeza, a interatividade com o telespectador. Poderemos escolher nossa programação, ler a sinopse do capítulo da novela ou do filme na tela, saber mais informações a respeito do local em que ocorreu determinada notícia, comprar peças de figurino, decoração e tudo o que está na cena que assistimos, escolher o ângulo sob o qual desejamos ver o gol, etc. Haverá uma mudança de comportamento, de pensamento sobre o que está sendo exibido.
A grande preocupação é a quantidade de pessoas que serão necessárias para abastecer esse imenso número de novas informações. Portanto, espera-se uma ampliação do mercado e pede-se especialistas nas mais diversas áreas para trabalhar com essa nova tecnologia de comunicação.
Outra discussão é sobre o monopólio das grandes emissoras: elas poderão, com apenas uma concessão, operar com quatro canais. Agravará a situação do mercado? E a inclusão social, como fica? As perguntas de nós, estudantes do 1º período de Jornalismo, evidenciaram o interesse com o futuro. Com clareza, ela foi esclarecendo algumas de nossas dúvidas; outras questões, no entanto, deverão permanecer. Talvez sejamos nós os responsáveis por buscar a solução... Lembrem-se: a reflexão é indispensável para exercitarmos o senso crítico!
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Sugestão de Leitura
O Co-Relato recomenda: "Uma História Social da Mídia", de Asa Briggs e Peter Burke, 380 pp., tradução de Maria Carmelita Pádua Dias, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2004; R$ 49. O livro apresenta uma análise dos meios de comunicação, destacando os contextos sociais e culturais em que emergem e se desenvolvem, além de traçar a história das diferentes mídias e das novas linguagens que elas criam para a civilização ocidental – da invenção da prensa gráfica à Internet. Tem a virtude de ser quase uma enciclopédia, portanto, constitui instrumento vital para uma ampla variedade de leitores e é uma obra de referência para o estudo da história da mídia nos cursos de Comunicação Social das faculdades mais importantes do Brasil e do mundo. Há, contudo, críticas ao trabalho de Peter Burke e Asa Briggs, como a da jornalista e antropóloga Isabel Travancas, publicada em O Observatório da Imprensa, em 15/6/2004. Ela considera que “em alguns momentos, os autores se excedem em minúcias e exageram na quantidade de informação, condensando épocas e complexidades”.
Acervo valioso da história de Pernambuco resite à falta de dinheiro para a preseração
Esta semana, os editores do Co-Relato organizaram uma visita ao Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco. Fundado em 02 de janeiro de 1862, portanto, há 145 anos, o Instituto fica na Rua do Hospício, 130, na Boa Vista, a poucos metros do Teatro do Parque. Lá, o visitante vai encontrar peças de grande valor histórico como o marco divisório das Capitanias de Pernambuco e Itamaracá, confeccionado em pedra portuguesa, um mapa da estratégia militar utilizada pelos holandeses quando das invasões a Recife e Olinda e a prensa que imprimiu o primeiro número do "Jornal Mais Antigo em Circulação na América Latina", o Diário de Pernambuco.
Sem receber verbas oficiais desde 1996, o Instituto Arqueológico, Histórico e Gegráfico de Pernambuco passou a enfrentar dificuldades financeiras e deixou de publicar sua revista, além de fechar a biblioteca. Hoje, a falta de dinheiro fica evidente na má conservação do museu do Instituto que continua aberto ao público, inclusive aos sábados, mas com visitas agendadas. Isto porque a instituição sobrevive exclusivamente da contribuição mensal de R$ 50,00 paga por cada um dos seus 100 sócios. Mas a soma das mensalidades é insuficiente para manter as instalações e preservar o acervo.
Quem faz este alerta é Severino Ferreira de Lima. Aos 68 anos, "seu , Severo" - como é conhecido - é uma espécie de guardião do Instituto. Trabalha ali há mais de 50 anos e, com paciência e precisão, explica a procedência de cada peça do acervo, transmitindo a paixão que afirma sentir pela leitura e pela história. "Em casa, tenho coleções de livros e enciclopédias que leio e releio sempre", diz seu Severo, que, com sua simplicidade, inteligência e dedicação, transformou-se em um personagem de relevo na breve história da visita do Co-Relato ao Instituto Aqreuológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco. Quem quiser ver agendar uma visita ao local, deve ligar para o 32224952.
Sem receber verbas oficiais desde 1996, o Instituto Arqueológico, Histórico e Gegráfico de Pernambuco passou a enfrentar dificuldades financeiras e deixou de publicar sua revista, além de fechar a biblioteca. Hoje, a falta de dinheiro fica evidente na má conservação do museu do Instituto que continua aberto ao público, inclusive aos sábados, mas com visitas agendadas. Isto porque a instituição sobrevive exclusivamente da contribuição mensal de R$ 50,00 paga por cada um dos seus 100 sócios. Mas a soma das mensalidades é insuficiente para manter as instalações e preservar o acervo.
Quem faz este alerta é Severino Ferreira de Lima. Aos 68 anos, "seu , Severo" - como é conhecido - é uma espécie de guardião do Instituto. Trabalha ali há mais de 50 anos e, com paciência e precisão, explica a procedência de cada peça do acervo, transmitindo a paixão que afirma sentir pela leitura e pela história. "Em casa, tenho coleções de livros e enciclopédias que leio e releio sempre", diz seu Severo, que, com sua simplicidade, inteligência e dedicação, transformou-se em um personagem de relevo na breve história da visita do Co-Relato ao Instituto Aqreuológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco. Quem quiser ver agendar uma visita ao local, deve ligar para o 32224952.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Editor Executivo do Diário de Pernambuco prevê mudanças radicais no jornalismo impresso
O curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco recebeu ontem (12/11) o jornalista Sérgio Miguel Buarque, Editor Executivo do Diário de Pernambuco (DP). Durante o encontro promovido pelo Co-Relato, o jornalista fez um apanhado da trajetória do "Jornal Mais Antigo em Circulação da América Latina" e previu mudanças radicais para um futuro não tão longínquo do jornalismo impresso em tempos de convergência entre as mídias.
Sérgio Miguel formou-se pela Católica, em 1993. Em 1998, ingressou no DP, na Editoria de Esportes, onde chegou a ser Editor Assistente. Em 2004, assumiu a Editoria de Política, onde trabalhou até abril deste ano, quando se tornou Editor Executivo do jornal. Recebeu prêmios importantes, entre eles o Cristina Tavares de 2005 e o Grande Prêmio da Caixa, no ano passado.
Mudanças
Mudanças
O Editor Executivo do DP explicou que as mudanças já estão em curso nas redações e são conseqüências do surgimento e consolidação do jornalismo on-line, encerrando o ciclo de 24 horas na produção das notícias. Para o editor, agora, o que se espera do jornalismo impresso é, de fato, uma postura mais analítica, porque com a internet o leitor já tem onde buscar a informação a todo momento.
Sérgio Miguel prevê que esse novo jeito de fazer jornalismo impresso exigirá novas competências e promoverá profundas transformações nas rotinas dos profissionais envolvidos na produção da notícia. "No Diário, inclusive, já estamos implantando algumas medidas nesta direção", explica, afirmando que se sente privilegiado por fazer parte desse processo. Um processo que ele entende como inevitável também por uma questão de sobrevivência das empresas jornalísticas no cenário de crescente ascenção da tecnologia digital.
As estratégias para sobreviver, na visão do Editor Executivo do DP, não irão cancelar as bases éticas no exercício da profissão que, para ele, exige o compromisso com o conjunto da sociedade e uma postura humilde do jornalista. "Não há nada mais prejudicial para quem exerce essa profissão do que a arrogância", comentou, alertando para a necessidade de se manter uma auto-crítica permanente nas ações cotidianas dentro e fora da redação.
Bandeiras
Do ponto de vista ideológico, Sérgio Miguel garante que "o jornalismo do Diário de Pernambuco tenderá a levantar bandeiras como vem fazendo ao longo de sua história de 182 anos". E recordou alguns momentos em que o jornal teve uma atuação marcante na história do País. Entre eles, a campanha promovida pelo Diário contra contra a ditadura do governo de Getúlio Vargas, em 1945.
Daquela época, o editor resgatou os momentos emocionantes que cercaram a morte do estudante Demócrito de Souza Filho e do operário Manoel Elias dos Santos, no ato público contra a ditadura varguista. Depois de uma passeata pelas ruas do centro da cidade, os estudantes da Faculdade de Direito seguiram para a Praça da Independência, onde se misturaram à multidão ali presente, para a realização de um grande comício.
Os discursos eram proferidos de uma sacada do prédio-sede do Diário de Pernambuco, jornal com o qual Demócrito colaborava. Durante o discurso do sociólogo Gilberto Freyre, a polícia política de Pernambuco abriu fogo em várias direções. Demócrito de Souza Filho, que estava ao lado de Freyre na sacada do prédio, levou um tiro na testa e caiu dentro da redação do DP. Morreu no hospital, horas depois, aos 24 anos. Manoel Elias, outro entre os vários feridos na ocasião, também não resistiu.
Diário
Fundado no dia 7 de novembro de 1825, O Diario de Pernambuco foi idealizado por Antonino José de Miranda Falcão. No começo, era impresso num prelo de madeira e tinha 4 páginas, de 24,5 por 19 centímetros. Em seu primeiro editorial, o DP declarava-se um simples "diário de anúncios". Hoje, o jornal conta com um dos mais modernos parques gráficos do País e imprime cerca de 70 mil exemplares por hora, com fotos e anúncios. Faz parte dos Diários Associados, grupo criado por Assis Chateaubriand, e trabalha em rede com outros quatro jornais, entre eles, o Correio Braziliense.
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A Revolucionária Invenção da Prensa
A invenção da prensa foi revolucionária porque acelerou, barateou a confecção e facilitou o acesso aos livros, ao conhecimento e as trocas de informações.
(Renata Carla de Sá Oliveira)
A prensa foi uma revolução porque permitiu a popularização do pensamento acadêmico registrado nos livros. Com preço mais acessível e tiragens maiores, os livros puderam chegar às mãos de pessoas que não podiam pagar pelos caríssimos manuscritos. Além disso, várias obras, antes escritas somente em latim foram traduzidas para as línguas locais, aumentando ainda mais o seu alcance.
(Roberta Maria de Lucena Meirelles)
Ao inventar a prensa, o objetivo de Gutenberg era acabar com os erros cometidos pelos “copistas”. Porém, mais que isso, a invenção dos tipos móveis favoreceu uma maior produção de livros, permitindo, assim, seu barateamento e sua difusão. Isso provocou uma revolução por causar mudanças de caráter social. Pessoas que eram excluídas do meio intelectual passaram a ter acesso ao mundo das palavras e das idéias; passaram a trabalhar o intelecto e expor suas opiniões.
(Andressa Maria Amorim dos Anjos)
A prensa permitiu a produção em “massa” de livros, barateando e facilitando o acesso, além de criar novas formas de levar informação para o povo, já que as técnicas de produção do papel e de encadernamento também foram barateadas.
(Fabiana de Queiroz Malta)
(Renata Carla de Sá Oliveira)
A prensa foi uma revolução porque permitiu a popularização do pensamento acadêmico registrado nos livros. Com preço mais acessível e tiragens maiores, os livros puderam chegar às mãos de pessoas que não podiam pagar pelos caríssimos manuscritos. Além disso, várias obras, antes escritas somente em latim foram traduzidas para as línguas locais, aumentando ainda mais o seu alcance.
(Roberta Maria de Lucena Meirelles)
Ao inventar a prensa, o objetivo de Gutenberg era acabar com os erros cometidos pelos “copistas”. Porém, mais que isso, a invenção dos tipos móveis favoreceu uma maior produção de livros, permitindo, assim, seu barateamento e sua difusão. Isso provocou uma revolução por causar mudanças de caráter social. Pessoas que eram excluídas do meio intelectual passaram a ter acesso ao mundo das palavras e das idéias; passaram a trabalhar o intelecto e expor suas opiniões.
(Andressa Maria Amorim dos Anjos)
A prensa permitiu a produção em “massa” de livros, barateando e facilitando o acesso, além de criar novas formas de levar informação para o povo, já que as técnicas de produção do papel e de encadernamento também foram barateadas.
(Fabiana de Queiroz Malta)
sábado, 10 de novembro de 2007
E surge a prensa...
A invenção da prensa tipogáfica transformou completamente, tanto em rapidez quanto em quantidade, a circulação da informação escrita no seio da sociedade. Foi realmente uma das revoluções técnicas mais importantes da história do Planeta. Em primeiro plano, a posse de registros escritos permitiu que as sociedades passassem a fazer algo antes impossível: reavaliar, estudar, reinterpretar. Além disso, permitiu a formação e difusão de uma memória coletiva, facilitando as interações sociais e favorecendo a participação política. Por fim, com o crescente letramento da população em geral, ampliou-se o acesso do homem comum a atividades e ao pensamento mais complexo, com evidentes reflexos na democratização do conhecimento.
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