domingo, 2 de dezembro de 2007

Martinho Lutero e a História da Comunicação

Martinho Lutero foi um frade alemão, professor da Universidade de Winttenberg que, ressentido com a dominação italiana da Igreja e o desvirtuamento da fé católica, começou a contestar os dogmas da Instituição. Lutero defendia um envolvimento maior dos leigos nas atividades religiosas, a começar pelo incentivo à leitura da Bíblia e à participação na liturgia: ambas deveriam ser traduzidas para a língua vernacular. Para ele, os fiéis teriam direito de conhecer Deus, sem a intermediação dos clérigos. Nesse contexto de vida e pensamento, Lutero se tornou responsável por um legado importante para a civilização humana: a facilitação do acesso à informação. Como um dos objetivos principais da Reforma era a comunicação com todos os cristãos, ele utilizou uma estratégia nova, difundindo a mensagem de Cristo em vernáculo. Traduziu a Bíblia para o alemão e empregou a tecnologia disponível no momento - a prensa - para fazer chegar suas idéias a sociedade de sua época. A Reforma, por sua vez, ganhou o caráter de uma "revolução permanente", pois teve seus princípios difundidos rapidamente e em uma escala cada vez maior.
Texto: José Ismar de Oliveira. Edição: Andréa Moreira.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Expectativas da TV Digital

Ontem recebemos, em nossa aula de História dos Meios da Comunicação, a visita de Jô Mazarollo, Diretora da Rede Globo Nordeste, que nos deu uma excelente paletra acerca da TV Digital e das expectativas que ela nos traz.
Trazendo fotos e vídeos nos slides, comparou-se a qualidade da TV Digital com a atual: a diferença de qualidade, de detalhamento das imagens, é incrível. A portabilidade também merece destaque, pois não importa onde estejamos ficaremos atentos aos nossos programas favoritos.
Mas a principal mudança que ela irá nos proporcionar é, com certeza, a interatividade com o telespectador. Poderemos escolher nossa programação, ler a sinopse do capítulo da novela ou do filme na tela, saber mais informações a respeito do local em que ocorreu determinada notícia, comprar peças de figurino, decoração e tudo o que está na cena que assistimos, escolher o ângulo sob o qual desejamos ver o gol, etc. Haverá uma mudança de comportamento, de pensamento sobre o que está sendo exibido.
A grande preocupação é a quantidade de pessoas que serão necessárias para abastecer esse imenso número de novas informações. Portanto, espera-se uma ampliação do mercado e pede-se especialistas nas mais diversas áreas para trabalhar com essa nova tecnologia de comunicação.
Outra discussão é sobre o monopólio das grandes emissoras: elas poderão, com apenas uma concessão, operar com quatro canais. Agravará a situação do mercado? E a inclusão social, como fica? As perguntas de nós, estudantes do 1º período de Jornalismo, evidenciaram o interesse com o futuro. Com clareza, ela foi esclarecendo algumas de nossas dúvidas; outras questões, no entanto, deverão permanecer. Talvez sejamos nós os responsáveis por buscar a solução... Lembrem-se: a reflexão é indispensável para exercitarmos o senso crítico!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Sugestão de Leitura

O Co-Relato recomenda: "Uma História Social da Mídia", de Asa Briggs e Peter Burke, 380 pp., tradução de Maria Carmelita Pádua Dias, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2004; R$ 49. O livro apresenta uma análise dos meios de comunicação, destacando os contextos sociais e culturais em que emergem e se desenvolvem, além de traçar a história das diferentes mídias e das novas linguagens que elas criam para a civilização ocidental – da invenção da prensa gráfica à Internet. Tem a virtude de ser quase uma enciclopédia, portanto, constitui instrumento vital para uma ampla variedade de leitores e é uma obra de referência para o estudo da história da mídia nos cursos de Comunicação Social das faculdades mais importantes do Brasil e do mundo. Há, contudo, críticas ao trabalho de Peter Burke e Asa Briggs, como a da jornalista e antropóloga Isabel Travancas, publicada em O Observatório da Imprensa, em 15/6/2004. Ela considera que “em alguns momentos, os autores se excedem em minúcias e exageram na quantidade de informação, condensando épocas e complexidades”.

Acervo valioso da história de Pernambuco resite à falta de dinheiro para a preseração

Esta semana, os editores do Co-Relato organizaram uma visita ao Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco. Fundado em 02 de janeiro de 1862, portanto, há 145 anos, o Instituto fica na Rua do Hospício, 130, na Boa Vista, a poucos metros do Teatro do Parque. Lá, o visitante vai encontrar peças de grande valor histórico como o marco divisório das Capitanias de Pernambuco e Itamaracá, confeccionado em pedra portuguesa, um mapa da estratégia militar utilizada pelos holandeses quando das invasões a Recife e Olinda e a prensa que imprimiu o primeiro número do "Jornal Mais Antigo em Circulação na América Latina", o Diário de Pernambuco.
Sem receber verbas oficiais desde 1996, o Instituto Arqueológico, Histórico e Gegráfico de Pernambuco passou a enfrentar dificuldades financeiras e deixou de publicar sua revista, além de fechar a biblioteca. Hoje, a falta de dinheiro fica evidente na má conservação do museu do Instituto que continua aberto ao público, inclusive aos sábados, mas com visitas agendadas. Isto porque a instituição sobrevive exclusivamente da contribuição mensal de R$ 50,00 paga por cada um dos seus 100 sócios. Mas a soma das mensalidades é insuficiente para manter as instalações e preservar o acervo.
Quem faz este alerta é Severino Ferreira de Lima. Aos 68 anos, "seu , Severo" - como é conhecido - é uma espécie de guardião do Instituto. Trabalha ali há mais de 50 anos e, com paciência e precisão, explica a procedência de cada peça do acervo, transmitindo a paixão que afirma sentir pela leitura e pela história. "Em casa, tenho coleções de livros e enciclopédias que leio e releio sempre", diz seu Severo, que, com sua simplicidade, inteligência e dedicação, transformou-se em um personagem de relevo na breve história da visita do Co-Relato ao Instituto Aqreuológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco. Quem quiser ver agendar uma visita ao local, deve ligar para o 32224952.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Editor Executivo do Diário de Pernambuco prevê mudanças radicais no jornalismo impresso

O curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco recebeu ontem (12/11) o jornalista Sérgio Miguel Buarque, Editor Executivo do Diário de Pernambuco (DP). Durante o encontro promovido pelo Co-Relato, o jornalista fez um apanhado da trajetória do "Jornal Mais Antigo em Circulação da América Latina" e previu mudanças radicais para um futuro não tão longínquo do jornalismo impresso em tempos de convergência entre as mídias.
Sérgio Miguel formou-se pela Católica, em 1993. Em 1998, ingressou no DP, na Editoria de Esportes, onde chegou a ser Editor Assistente. Em 2004, assumiu a Editoria de Política, onde trabalhou até abril deste ano, quando se tornou Editor Executivo do jornal. Recebeu prêmios importantes, entre eles o Cristina Tavares de 2005 e o Grande Prêmio da Caixa, no ano passado.
Mudanças
O Editor Executivo do DP explicou que as mudanças já estão em curso nas redações e são conseqüências do surgimento e consolidação do jornalismo on-line, encerrando o ciclo de 24 horas na produção das notícias. Para o editor, agora, o que se espera do jornalismo impresso é, de fato, uma postura mais analítica, porque com a internet o leitor já tem onde buscar a informação a todo momento.
Sérgio Miguel prevê que esse novo jeito de fazer jornalismo impresso exigirá novas competências e promoverá profundas transformações nas rotinas dos profissionais envolvidos na produção da notícia. "No Diário, inclusive, já estamos implantando algumas medidas nesta direção", explica, afirmando que se sente privilegiado por fazer parte desse processo. Um processo que ele entende como inevitável também por uma questão de sobrevivência das empresas jornalísticas no cenário de crescente ascenção da tecnologia digital.
As estratégias para sobreviver, na visão do Editor Executivo do DP, não irão cancelar as bases éticas no exercício da profissão que, para ele, exige o compromisso com o conjunto da sociedade e uma postura humilde do jornalista. "Não há nada mais prejudicial para quem exerce essa profissão do que a arrogância", comentou, alertando para a necessidade de se manter uma auto-crítica permanente nas ações cotidianas dentro e fora da redação.
Bandeiras
Do ponto de vista ideológico, Sérgio Miguel garante que "o jornalismo do Diário de Pernambuco tenderá a levantar bandeiras como vem fazendo ao longo de sua história de 182 anos". E recordou alguns momentos em que o jornal teve uma atuação marcante na história do País. Entre eles, a campanha promovida pelo Diário contra contra a ditadura do governo de Getúlio Vargas, em 1945.
Daquela época, o editor resgatou os momentos emocionantes que cercaram a morte do estudante Demócrito de Souza Filho e do operário Manoel Elias dos Santos, no ato público contra a ditadura varguista. Depois de uma passeata pelas ruas do centro da cidade, os estudantes da Faculdade de Direito seguiram para a Praça da Independência, onde se misturaram à multidão ali presente, para a realização de um grande comício.
Os discursos eram proferidos de uma sacada do prédio-sede do Diário de Pernambuco, jornal com o qual Demócrito colaborava. Durante o discurso do sociólogo Gilberto Freyre, a polícia política de Pernambuco abriu fogo em várias direções. Demócrito de Souza Filho, que estava ao lado de Freyre na sacada do prédio, levou um tiro na testa e caiu dentro da redação do DP. Morreu no hospital, horas depois, aos 24 anos. Manoel Elias, outro entre os vários feridos na ocasião, também não resistiu.
Diário
Fundado no dia 7 de novembro de 1825, O Diario de Pernambuco foi idealizado por Antonino José de Miranda Falcão. No começo, era impresso num prelo de madeira e tinha 4 páginas, de 24,5 por 19 centímetros. Em seu primeiro editorial, o DP declarava-se um simples "diário de anúncios". Hoje, o jornal conta com um dos mais modernos parques gráficos do País e imprime cerca de 70 mil exemplares por hora, com fotos e anúncios. Faz parte dos Diários Associados, grupo criado por Assis Chateaubriand, e trabalha em rede com outros quatro jornais, entre eles, o Correio Braziliense.

A Revolucionária Invenção da Prensa

A invenção da prensa foi revolucionária porque acelerou, barateou a confecção e facilitou o acesso aos livros, ao conhecimento e as trocas de informações.
(Renata Carla de Sá Oliveira)

A prensa foi uma revolução porque permitiu a popularização do pensamento acadêmico registrado nos livros. Com preço mais acessível e tiragens maiores, os livros puderam chegar às mãos de pessoas que não podiam pagar pelos caríssimos manuscritos. Além disso, várias obras, antes escritas somente em latim foram traduzidas para as línguas locais, aumentando ainda mais o seu alcance.
(Roberta Maria de Lucena Meirelles)

Ao inventar a prensa, o objetivo de Gutenberg era acabar com os erros cometidos pelos “copistas”. Porém, mais que isso, a invenção dos tipos móveis favoreceu uma maior produção de livros, permitindo, assim, seu barateamento e sua difusão. Isso provocou uma revolução por causar mudanças de caráter social. Pessoas que eram excluídas do meio intelectual passaram a ter acesso ao mundo das palavras e das idéias; passaram a trabalhar o intelecto e expor suas opiniões.
(Andressa Maria Amorim dos Anjos)

A prensa permitiu a produção em “massa” de livros, barateando e facilitando o acesso, além de criar novas formas de levar informação para o povo, já que as técnicas de produção do papel e de encadernamento também foram barateadas.
(Fabiana de Queiroz Malta)

sábado, 10 de novembro de 2007

E surge a prensa...

A invenção da prensa tipogáfica transformou completamente, tanto em rapidez quanto em quantidade, a circulação da informação escrita no seio da sociedade. Foi realmente uma das revoluções técnicas mais importantes da história do Planeta. Em primeiro plano, a posse de registros escritos permitiu que as sociedades passassem a fazer algo antes impossível: reavaliar, estudar, reinterpretar. Além disso, permitiu a formação e difusão de uma memória coletiva, facilitando as interações sociais e favorecendo a participação política. Por fim, com o crescente letramento da população em geral, ampliou-se o acesso do homem comum a atividades e ao pensamento mais complexo, com evidentes reflexos na democratização do conhecimento.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Sobre a Idade Média

Não devemos nomear a Idade Média de "Idade das Trevas", como muitos o fazem. Durante esse período, recuperou-se muito do pensamento clássico, promoveram-se novos estudos e questionamentos que influenciaram profundamente a formação do pensamento ocidental. Somos conseqüências do nosso passado...
(Texto: Camila Aurora B. Arrais. Edição: Andréa Moreira).

O Livro na Idade Média II

Na Idade Média, o livro era caro, não só pelo suporte utilizado para sua confecção, mas também porque sua produção dependia do lento trabalho dos “copistas”. Existiam bibliotecas particulares, restritas aos proprietários, seus familiares e amigos mais íntimos. Livros eram sinônimo de poder, riqueza econômica e conhecimento intelectual.
(Camila Aurora B. Arrais).

Na Idade Média, quem detinha a posse dos livros era privilegiado (membros da hierarquia da Igreja, nobres e reis). Tratava-se de um material muito caro. As grandes bibliotecas da época localizavam-se na Inglaterra e na França. Comparado à atualidade, o acervo dessas bibliotecas era mínimo. O que contribuiu para a difusão e o barateamento do livro foi a invenção da prensa.
(Andressa Maria Amorim dos Anjos).

terça-feira, 6 de novembro de 2007

O Livro na Idade Média

Inicialmente, a trajetória do livro, na Idade Média sofreu percalços: o pergaminho era caro, o papel não tão barato. Além disso, na época, as autoridades nutriam um forte preconceito contra este suporte da escrita, considerada frágil e pouco nobre. A cópia dos textos, feita pelos escribas (copistas), era cara e lenta. Mais tarde, já aceitos e relativamente disseminados, os livros passaram a proclamar a riqueza, a nobreza e a ciência de seu proprietário. Adquiridos junto às universidades, despachados com altos custos, eram ligados aos estudos e aos diplomas, presenteados nas cerimônias de doutorado. Em geral, médicos, advogados, procuradores, juízes ou oficiais do rei contavam apenas com sua pequena livraria pessoal, e sua memória, auxiliada por pequenos cadernos e anotações pessoais, para o exercício de suas delicadas funções. Toda biblioteca representava, portanto, uma forma de entesouramento, um capital intelectual e
financeiro, uma herança de valor. Os livros eram propriedade maciça dos conventos, dos mosteiros e dos papas, dos palácios, dos nobres e dos reis.

domingo, 4 de novembro de 2007

A Transcendência do Tempo e do Espaço

A escrita é a fixação da linguagem falada em uma forma permanente ou semi-permanente. O discurso escrito, diferente do oral, transcende o tempo e o espaço; pode ser difundido em sua totalidade em todos os tempos e lugares, dispensando, para tanto, a presença de quem o produz. Essa possibilidade é que garante a transmissão da nossa cultura, de todos os nossos saberes: a religião, a ciência, a arte são registrados na forma escrita. Portanto, a escrita desempenha um papel central na compreensão histórica e na transmissão do conhecimento através dos tempos. (Anamaria Lima)

A Escrita e a Memória da Humanidade

O aparecimento e a difusão da escrita estão essencialmente relacionados à evolução da memória da Humanidade. As grandes civilizações, como as da Mesopotâmia, do Egito, da China e da América pré-colombiana evoluíram muito quando lançaram mão da memória escrita como símbolo de progresso evolutivo. Na Grécia, a memória e a escrita aparecem como um dom para iniciados; a anamnesis, como uma técnica ascética e mística, antídoto do Esquecimento, fonte de Imortalidade. Ao longo da história, o domínio da escrita contribuiu para o desenvolvimento da racionalidade, da consciência e da representação, mas também para a formação de uma elite dominante, para a estratificação do trabalho (intelectual e braçal) e, não raramente, para a opressão de camadas iletradas das sociedades.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Ainda sobre a "Arte Rupestre"

A "Arte Rupestre" foi a primeira expressão humana ou manifesto do homem em tentativas de comunicação. Os primeiros grupos humanos, ou seja, o homem da pré-história usava sua memória visual e registrava, nas paredes das grutas e cavernas, imagens extraídas da realidade, as mais semelhantes possíveis. No Paleolítico, a Idade da Pedra Antiga, o homem pintava com os dedos, utilizando a pintura como um recurso místico, pois acreditava que teria mais facilidade de caçar os animais pintados na parede. Nesta fase, o homem era nômade e o registro também era um sinal de sua passagem por um determinado local. Já no Neolítico, a Idade da Pedra Nova, o homem evoluiu e passou a utilizar novos instrumentos, como espátulas, ossos de animais e madeira, como também outras tintas, fora o sangue, originando outras cores (policromia). Para se expressar, usava até ossos queimados e excrementos de animais.
(Texto: Cristiane Condé. Edição: Andréa Moreira)

O homem é um ser social e, desde os primórdios, revelou o desejo de comunicar-se através da "Arte Rupestre", utilizando óleos e tintas especiais para pintar, nas paredes das cavernas ou penhascos, símbolos que representavam objetos, animais e ações cotidianas.
(Texto: Mariana Ferraz. Edição: Andréa Moreira)

Os arqueólogos encontraram diversos registros de caça de animais de grande porte, como bisões e mamutes nas paredes das cavernas e penhascos. Essa forma pictográfica era a linguagem que permitia as trocas de idéias entre os grupos humanos da época e que permite a comunicação desses grupos com o homem atual.
(Texto: Andressa Maria Amorim dos Anjos. Edição: Andréa Moreira)

A "Arte Rupestre" foi uma grande descoberta para a história e para a comunicação, pois, a partir dela, os arqueólogos e historiadores tiveram a possibilidade de compreender os primeiros passos do homem.
(Texto: Flávia Ferreira Areias. Edição: Andréa Moreira).

terça-feira, 30 de outubro de 2007

A “Arte Rupestre” como Sinal de Comunicação

Desde a pré-história, o homem sente necessidade de comunicar seus pensamentos, bem como busca uma maneira de registrar seus conhecimentos de forma duradoura. Nossos antepassados do período paleolítico deixaram registrados, nas paredes rochosas das cavernas ou dos penhascos, pinturas e desenhos de seres humanos e animais como o bisão, o mamute e o cavalo selvagem. Esses primeiros registros lineares foram o primeiro passo da humanidade na expressão visual e na criação da escrita. A explicação desses desenhos refere-se também ao que se costuma chamar de "magia pictórica", ou seja, pintando um animal, o homem acreditava que podia dominá-lo, facilitando a sua caça. A imagem realizava, portanto, a superação do objeto, e assim é até os tempos atuais.
Andréa Moreira

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Metodologias de estudo e de construção do discurso da história podem auxiliar a atividade do jornalismo

Podemos dizer que o jornalista é o historiador da atualidade. Como tais, jornalistas, a exemplos dos historiadores, devem adotar certas metodologias ao relatar fatos: o questionamento constante na construção da verdade e a pesquisa por fontes com credibilidade. (Camila Aurora B. Arrais)
...
Hoje, com o ritmo industrial de produção da notícia, prima-se mais pela quantidade do que pela qualidade do que se veicula. Isso está bem explícito nas matérias descontextualizadas, sobre os mais variados temas, muitas vezes manipuladas, distorcidas, em favor de interesses particulares. Situar o objeto de estudo em seu contexto político e social é uma metodologia da construção do discurso histórico que, se adotada pelo jornalista, irá contribuir para o exercício pleno de sua função, qual seja, o de prestar um serviço à comunidade, com informações de interesse público e bem apuradas. (Anamaria Lima)

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

A importância de estudar a história da mídia
(Outras Contribuições)

Porque se conhecendo a história dos meios de comunicação pode-se avaliar o presente com uma visão crítica e realizar projetos inovadores, causando mudanças na sociedade e melhorando o nível de informação da população. (Mariana Ferraz)

Conhecer para inovar.
Conhecer para não cometer os mesmos erros.
(Maria Paula Malta Benning)

É importante estudar a história dos meios de comunicação, pois o homem necessita compreender, profundamente, o mundo que o cerca. Ao entender os princípios históricos da escrita e da linguagem, por exemplo, passa-se a valorizar as civilizações humanas que foram responsáveis pela origem e o desenvolvimento da comunicação e da sociedade. Entre outros aspectos, o estudo de história é indispensável, pois é preciso compreender o que passou para entender o que ocorre na humanidade e, conseqüentemente, construir o amanhã com uma visão consciente e realista. (Flávia Ferreira Areais)

Contextualizar qualquer área do conhecimento é fundamental para sua melhor compreensão. A visão histórica nos situa no tempo e no espaço e nos aponta para a construção social da realidade. (Anamaria Lima)

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Por que estudar a história da mídia?

Nas sociedades contemporâneas, a História tem um importante papel. Mais do que a “mestra da vida” como a definiu Heródoto, ela constitui um conhecimento freqüentemente utilizado como fator de justificação e de legitimação de ações políticas, culturais e sociais. Para compreender o hoje das sociedades é, portanto, imprescindível aprofundar o “saber” acerca da sua trajetória. Na formação do profissional da área de comunicação, o estudo da história assume, pois, uma importância capital e mais ainda o estudo da história da mídia. Afinal, ele lida com um presente que necessita de explicações. Além do mais, para melhor atuar no cotidiano, o comunicador social precisa ter consciência das origens da mídia, dos seus valores e contra-valores, dos seus vícios e virtudes – adquiridos ao longo do tempo. De modo que ele possa também, com a sua ação, interferir na realidade encontrada, corrigindo rumos e apontando perspectivas.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Editorial: esse blog é uma história...

Somos da turma de jornalismo 2007.2, da Universidade Católica de Pernambuco, e estreamoso Co-Relato, o blog da história - a história até o blog, com o auxílio dos professores Luiz Carlos e Andréa Moreira, da disciplina de História dos Meios de Comunicação.
Buscamos, acima de tudo, desenvolver um trabalho sério, com temáticas diversificadas, sempre destacando o real significado do que é notícia, a matéria-prima do jornalismo. Pensamos que quatro fatores principais influenciam na qualidade da notícia: a novidade, a proximidade com o leitor - por meio da escolha das melhores palavras -, o tamanho e a relevância, ou seja, a importância do noticiado.Pensamos que o uso de um blog, como meio de comunicação, facilita muito a acessibilidade doleitor-alvo às informações, uma vez que o uso dos computadores aumentou e a internet está se tornado um meio muito comum de informação. Ele permite que grupos se comuniquem de forma mais simples e organizada, superando canais anteriores, como e-mails ou grupos de discussão.Ter um recurso deste no ar é como mandar uma mensagem instantânea para toda a web, pois é possívelescrever sempre que se tiver vontade e todos os que visitam o blog têm acesso ao que escrevemos.Sem mais delongas, gostaríamos de expressar nossa alegria e satisfação em realizar este projetoe dizer que todos os temas abordados aqui serão desenvolvidos com muita atenção e cuidado,para informá-lo da melhor maneira possível, sem deixar quaisquer margens de dúvidas para nosso público.
Um grande abraço, da equipe JORN2007.2 da UNICAP, centrada na disciplina de História dos Meios de Comunicação.
E-mail para contato: jorn2007.2_705@hotmail.com

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

A linguagem humana

“A linguagem humana é fundamentalmente dialógica, mesmo em sua modalidade escrita. Uma diferença, entretanto, é que na língua falada os usuários estão em presença, e a construção do enunciado se ressente de maneira acentuada da interação que aí se desencadeia” (Ataliba T. de Castilho).

Há significados fundamentalmente atitudinais associados à emoção que, na linguagem falada, podem conotar semânticas positivas ou negativas, através das respostas emocionais do emissor ou de terceiros.
A linguagem humana é basicamente dialógica, uma vez que faz referência explícita a enunciados e pontos de vista de valores externos, por isso não pode ser isenta dos rastros de parcialidade e subjetividade. Assim, expressões e informações depositadas em forma escrita serão o resultado do estado de quem escreve, de acordo com o sistema de valores que o escritor traz para o papel.
Apesar de ambas as linguagens veicularem sentimentos em seu conteúdo, a escrita tem a vantagem de transcender o espaço e a duração, porque dispensa a presença de quem realiza o discurso e a dependência de quem recebe, embora o significado escrito só se dê completamente no diálogo entre o texto e o leitor. A capacidade crítica do receptor também é extremamente importante para a compreensão geral da informação.
Entretanto, ainda que a tradição oral peque, gerando riscos de perdas ou deturpações do saber ao longo do tempo - impossibilitando ressuscitar uma futura reavaliação do que foi dito -, ela permite, mais do que quaisquer outras formas comunicacionais, a efetivação sentimental com gestos e tons de vozes. Também evita muitas dúvidas de compreensão, as quais poderiam não ser resolvidas na ausência desses elementos discursivos.
A escrita se faz lei quando se fala da necessidade de conservar os instantes que a história comporta. A oralidade, por outro lado, traz consigo fatores que podem tornar textos verbais mais sentimentais e consistentes. De qualquer forma, tanto uma como outra desenvolvem a razão e contribuem, assim, para o progresso intelectual do ser humano.


Rebeca Kramer