domingo, 4 de novembro de 2007

A Transcendência do Tempo e do Espaço

A escrita é a fixação da linguagem falada em uma forma permanente ou semi-permanente. O discurso escrito, diferente do oral, transcende o tempo e o espaço; pode ser difundido em sua totalidade em todos os tempos e lugares, dispensando, para tanto, a presença de quem o produz. Essa possibilidade é que garante a transmissão da nossa cultura, de todos os nossos saberes: a religião, a ciência, a arte são registrados na forma escrita. Portanto, a escrita desempenha um papel central na compreensão histórica e na transmissão do conhecimento através dos tempos. (Anamaria Lima)

A Escrita e a Memória da Humanidade

O aparecimento e a difusão da escrita estão essencialmente relacionados à evolução da memória da Humanidade. As grandes civilizações, como as da Mesopotâmia, do Egito, da China e da América pré-colombiana evoluíram muito quando lançaram mão da memória escrita como símbolo de progresso evolutivo. Na Grécia, a memória e a escrita aparecem como um dom para iniciados; a anamnesis, como uma técnica ascética e mística, antídoto do Esquecimento, fonte de Imortalidade. Ao longo da história, o domínio da escrita contribuiu para o desenvolvimento da racionalidade, da consciência e da representação, mas também para a formação de uma elite dominante, para a estratificação do trabalho (intelectual e braçal) e, não raramente, para a opressão de camadas iletradas das sociedades.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Ainda sobre a "Arte Rupestre"

A "Arte Rupestre" foi a primeira expressão humana ou manifesto do homem em tentativas de comunicação. Os primeiros grupos humanos, ou seja, o homem da pré-história usava sua memória visual e registrava, nas paredes das grutas e cavernas, imagens extraídas da realidade, as mais semelhantes possíveis. No Paleolítico, a Idade da Pedra Antiga, o homem pintava com os dedos, utilizando a pintura como um recurso místico, pois acreditava que teria mais facilidade de caçar os animais pintados na parede. Nesta fase, o homem era nômade e o registro também era um sinal de sua passagem por um determinado local. Já no Neolítico, a Idade da Pedra Nova, o homem evoluiu e passou a utilizar novos instrumentos, como espátulas, ossos de animais e madeira, como também outras tintas, fora o sangue, originando outras cores (policromia). Para se expressar, usava até ossos queimados e excrementos de animais.
(Texto: Cristiane Condé. Edição: Andréa Moreira)

O homem é um ser social e, desde os primórdios, revelou o desejo de comunicar-se através da "Arte Rupestre", utilizando óleos e tintas especiais para pintar, nas paredes das cavernas ou penhascos, símbolos que representavam objetos, animais e ações cotidianas.
(Texto: Mariana Ferraz. Edição: Andréa Moreira)

Os arqueólogos encontraram diversos registros de caça de animais de grande porte, como bisões e mamutes nas paredes das cavernas e penhascos. Essa forma pictográfica era a linguagem que permitia as trocas de idéias entre os grupos humanos da época e que permite a comunicação desses grupos com o homem atual.
(Texto: Andressa Maria Amorim dos Anjos. Edição: Andréa Moreira)

A "Arte Rupestre" foi uma grande descoberta para a história e para a comunicação, pois, a partir dela, os arqueólogos e historiadores tiveram a possibilidade de compreender os primeiros passos do homem.
(Texto: Flávia Ferreira Areias. Edição: Andréa Moreira).

terça-feira, 30 de outubro de 2007

A “Arte Rupestre” como Sinal de Comunicação

Desde a pré-história, o homem sente necessidade de comunicar seus pensamentos, bem como busca uma maneira de registrar seus conhecimentos de forma duradoura. Nossos antepassados do período paleolítico deixaram registrados, nas paredes rochosas das cavernas ou dos penhascos, pinturas e desenhos de seres humanos e animais como o bisão, o mamute e o cavalo selvagem. Esses primeiros registros lineares foram o primeiro passo da humanidade na expressão visual e na criação da escrita. A explicação desses desenhos refere-se também ao que se costuma chamar de "magia pictórica", ou seja, pintando um animal, o homem acreditava que podia dominá-lo, facilitando a sua caça. A imagem realizava, portanto, a superação do objeto, e assim é até os tempos atuais.
Andréa Moreira

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Metodologias de estudo e de construção do discurso da história podem auxiliar a atividade do jornalismo

Podemos dizer que o jornalista é o historiador da atualidade. Como tais, jornalistas, a exemplos dos historiadores, devem adotar certas metodologias ao relatar fatos: o questionamento constante na construção da verdade e a pesquisa por fontes com credibilidade. (Camila Aurora B. Arrais)
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Hoje, com o ritmo industrial de produção da notícia, prima-se mais pela quantidade do que pela qualidade do que se veicula. Isso está bem explícito nas matérias descontextualizadas, sobre os mais variados temas, muitas vezes manipuladas, distorcidas, em favor de interesses particulares. Situar o objeto de estudo em seu contexto político e social é uma metodologia da construção do discurso histórico que, se adotada pelo jornalista, irá contribuir para o exercício pleno de sua função, qual seja, o de prestar um serviço à comunidade, com informações de interesse público e bem apuradas. (Anamaria Lima)

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

A importância de estudar a história da mídia
(Outras Contribuições)

Porque se conhecendo a história dos meios de comunicação pode-se avaliar o presente com uma visão crítica e realizar projetos inovadores, causando mudanças na sociedade e melhorando o nível de informação da população. (Mariana Ferraz)

Conhecer para inovar.
Conhecer para não cometer os mesmos erros.
(Maria Paula Malta Benning)

É importante estudar a história dos meios de comunicação, pois o homem necessita compreender, profundamente, o mundo que o cerca. Ao entender os princípios históricos da escrita e da linguagem, por exemplo, passa-se a valorizar as civilizações humanas que foram responsáveis pela origem e o desenvolvimento da comunicação e da sociedade. Entre outros aspectos, o estudo de história é indispensável, pois é preciso compreender o que passou para entender o que ocorre na humanidade e, conseqüentemente, construir o amanhã com uma visão consciente e realista. (Flávia Ferreira Areais)

Contextualizar qualquer área do conhecimento é fundamental para sua melhor compreensão. A visão histórica nos situa no tempo e no espaço e nos aponta para a construção social da realidade. (Anamaria Lima)

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Por que estudar a história da mídia?

Nas sociedades contemporâneas, a História tem um importante papel. Mais do que a “mestra da vida” como a definiu Heródoto, ela constitui um conhecimento freqüentemente utilizado como fator de justificação e de legitimação de ações políticas, culturais e sociais. Para compreender o hoje das sociedades é, portanto, imprescindível aprofundar o “saber” acerca da sua trajetória. Na formação do profissional da área de comunicação, o estudo da história assume, pois, uma importância capital e mais ainda o estudo da história da mídia. Afinal, ele lida com um presente que necessita de explicações. Além do mais, para melhor atuar no cotidiano, o comunicador social precisa ter consciência das origens da mídia, dos seus valores e contra-valores, dos seus vícios e virtudes – adquiridos ao longo do tempo. De modo que ele possa também, com a sua ação, interferir na realidade encontrada, corrigindo rumos e apontando perspectivas.