Não devemos nomear a Idade Média de "Idade das Trevas", como muitos o fazem. Durante esse período, recuperou-se muito do pensamento clássico, promoveram-se novos estudos e questionamentos que influenciaram profundamente a formação do pensamento ocidental. Somos conseqüências do nosso passado...
(Texto: Camila Aurora B. Arrais. Edição: Andréa Moreira).
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
O Livro na Idade Média II
Na Idade Média, o livro era caro, não só pelo suporte utilizado para sua confecção, mas também porque sua produção dependia do lento trabalho dos “copistas”. Existiam bibliotecas particulares, restritas aos proprietários, seus familiares e amigos mais íntimos. Livros eram sinônimo de poder, riqueza econômica e conhecimento intelectual.
(Camila Aurora B. Arrais).
Na Idade Média, quem detinha a posse dos livros era privilegiado (membros da hierarquia da Igreja, nobres e reis). Tratava-se de um material muito caro. As grandes bibliotecas da época localizavam-se na Inglaterra e na França. Comparado à atualidade, o acervo dessas bibliotecas era mínimo. O que contribuiu para a difusão e o barateamento do livro foi a invenção da prensa.
(Andressa Maria Amorim dos Anjos).
(Camila Aurora B. Arrais).
Na Idade Média, quem detinha a posse dos livros era privilegiado (membros da hierarquia da Igreja, nobres e reis). Tratava-se de um material muito caro. As grandes bibliotecas da época localizavam-se na Inglaterra e na França. Comparado à atualidade, o acervo dessas bibliotecas era mínimo. O que contribuiu para a difusão e o barateamento do livro foi a invenção da prensa.
(Andressa Maria Amorim dos Anjos).
terça-feira, 6 de novembro de 2007
O Livro na Idade Média
Inicialmente, a trajetória do livro, na Idade Média sofreu percalços: o pergaminho era caro, o papel não tão barato. Além disso, na época, as autoridades nutriam um forte preconceito contra este suporte da escrita, considerada frágil e pouco nobre. A cópia dos textos, feita pelos escribas (copistas), era cara e lenta. Mais tarde, já aceitos e relativamente disseminados, os livros passaram a proclamar a riqueza, a nobreza e a ciência de seu proprietário. Adquiridos junto às universidades, despachados com altos custos, eram ligados aos estudos e aos diplomas, presenteados nas cerimônias de doutorado. Em geral, médicos, advogados, procuradores, juízes ou oficiais do rei contavam apenas com sua pequena livraria pessoal, e sua memória, auxiliada por pequenos cadernos e anotações pessoais, para o exercício de suas delicadas funções. Toda biblioteca representava, portanto, uma forma de entesouramento, um capital intelectual e
financeiro, uma herança de valor. Os livros eram propriedade maciça dos conventos, dos mosteiros e dos papas, dos palácios, dos nobres e dos reis.
financeiro, uma herança de valor. Os livros eram propriedade maciça dos conventos, dos mosteiros e dos papas, dos palácios, dos nobres e dos reis.
domingo, 4 de novembro de 2007
A Transcendência do Tempo e do Espaço
A escrita é a fixação da linguagem falada em uma forma permanente ou semi-permanente. O discurso escrito, diferente do oral, transcende o tempo e o espaço; pode ser difundido em sua totalidade em todos os tempos e lugares, dispensando, para tanto, a presença de quem o produz. Essa possibilidade é que garante a transmissão da nossa cultura, de todos os nossos saberes: a religião, a ciência, a arte são registrados na forma escrita. Portanto, a escrita desempenha um papel central na compreensão histórica e na transmissão do conhecimento através dos tempos. (Anamaria Lima)
A Escrita e a Memória da Humanidade
O aparecimento e a difusão da escrita estão essencialmente relacionados à evolução da memória da Humanidade. As grandes civilizações, como as da Mesopotâmia, do Egito, da China e da América pré-colombiana evoluíram muito quando lançaram mão da memória escrita como símbolo de progresso evolutivo. Na Grécia, a memória e a escrita aparecem como um dom para iniciados; a anamnesis, como uma técnica ascética e mística, antídoto do Esquecimento, fonte de Imortalidade. Ao longo da história, o domínio da escrita contribuiu para o desenvolvimento da racionalidade, da consciência e da representação, mas também para a formação de uma elite dominante, para a estratificação do trabalho (intelectual e braçal) e, não raramente, para a opressão de camadas iletradas das sociedades.
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Ainda sobre a "Arte Rupestre"
A "Arte Rupestre" foi a primeira expressão humana ou manifesto do homem em tentativas de comunicação. Os primeiros grupos humanos, ou seja, o homem da pré-história usava sua memória visual e registrava, nas paredes das grutas e cavernas, imagens extraídas da realidade, as mais semelhantes possíveis. No Paleolítico, a Idade da Pedra Antiga, o homem pintava com os dedos, utilizando a pintura como um recurso místico, pois acreditava que teria mais facilidade de caçar os animais pintados na parede. Nesta fase, o homem era nômade e o registro também era um sinal de sua passagem por um determinado local. Já no Neolítico, a Idade da Pedra Nova, o homem evoluiu e passou a utilizar novos instrumentos, como espátulas, ossos de animais e madeira, como também outras tintas, fora o sangue, originando outras cores (policromia). Para se expressar, usava até ossos queimados e excrementos de animais.
(Texto: Cristiane Condé. Edição: Andréa Moreira)
O homem é um ser social e, desde os primórdios, revelou o desejo de comunicar-se através da "Arte Rupestre", utilizando óleos e tintas especiais para pintar, nas paredes das cavernas ou penhascos, símbolos que representavam objetos, animais e ações cotidianas.
(Texto: Mariana Ferraz. Edição: Andréa Moreira)
Os arqueólogos encontraram diversos registros de caça de animais de grande porte, como bisões e mamutes nas paredes das cavernas e penhascos. Essa forma pictográfica era a linguagem que permitia as trocas de idéias entre os grupos humanos da época e que permite a comunicação desses grupos com o homem atual.
(Texto: Andressa Maria Amorim dos Anjos. Edição: Andréa Moreira)
A "Arte Rupestre" foi uma grande descoberta para a história e para a comunicação, pois, a partir dela, os arqueólogos e historiadores tiveram a possibilidade de compreender os primeiros passos do homem.
(Texto: Flávia Ferreira Areias. Edição: Andréa Moreira).
(Texto: Cristiane Condé. Edição: Andréa Moreira)
O homem é um ser social e, desde os primórdios, revelou o desejo de comunicar-se através da "Arte Rupestre", utilizando óleos e tintas especiais para pintar, nas paredes das cavernas ou penhascos, símbolos que representavam objetos, animais e ações cotidianas.
(Texto: Mariana Ferraz. Edição: Andréa Moreira)
Os arqueólogos encontraram diversos registros de caça de animais de grande porte, como bisões e mamutes nas paredes das cavernas e penhascos. Essa forma pictográfica era a linguagem que permitia as trocas de idéias entre os grupos humanos da época e que permite a comunicação desses grupos com o homem atual.
(Texto: Andressa Maria Amorim dos Anjos. Edição: Andréa Moreira)
A "Arte Rupestre" foi uma grande descoberta para a história e para a comunicação, pois, a partir dela, os arqueólogos e historiadores tiveram a possibilidade de compreender os primeiros passos do homem.
(Texto: Flávia Ferreira Areias. Edição: Andréa Moreira).
terça-feira, 30 de outubro de 2007
A “Arte Rupestre” como Sinal de Comunicação
Desde a pré-história, o homem sente necessidade de comunicar seus pensamentos, bem como busca uma maneira de registrar seus conhecimentos de forma duradoura. Nossos antepassados do período paleolítico deixaram registrados, nas paredes rochosas das cavernas ou dos penhascos, pinturas e desenhos de seres humanos e animais como o bisão, o mamute e o cavalo selvagem. Esses primeiros registros lineares foram o primeiro passo da humanidade na expressão visual e na criação da escrita. A explicação desses desenhos refere-se também ao que se costuma chamar de "magia pictórica", ou seja, pintando um animal, o homem acreditava que podia dominá-lo, facilitando a sua caça. A imagem realizava, portanto, a superação do objeto, e assim é até os tempos atuais.
Andréa Moreira
Andréa Moreira
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