terça-feira, 6 de novembro de 2007

O Livro na Idade Média

Inicialmente, a trajetória do livro, na Idade Média sofreu percalços: o pergaminho era caro, o papel não tão barato. Além disso, na época, as autoridades nutriam um forte preconceito contra este suporte da escrita, considerada frágil e pouco nobre. A cópia dos textos, feita pelos escribas (copistas), era cara e lenta. Mais tarde, já aceitos e relativamente disseminados, os livros passaram a proclamar a riqueza, a nobreza e a ciência de seu proprietário. Adquiridos junto às universidades, despachados com altos custos, eram ligados aos estudos e aos diplomas, presenteados nas cerimônias de doutorado. Em geral, médicos, advogados, procuradores, juízes ou oficiais do rei contavam apenas com sua pequena livraria pessoal, e sua memória, auxiliada por pequenos cadernos e anotações pessoais, para o exercício de suas delicadas funções. Toda biblioteca representava, portanto, uma forma de entesouramento, um capital intelectual e
financeiro, uma herança de valor. Os livros eram propriedade maciça dos conventos, dos mosteiros e dos papas, dos palácios, dos nobres e dos reis.

Um comentário:

Milton Couto disse...

Muito interessante.
Hoje, muitas pessoas, nem dão tanto valor ao livro como ele deveria merecer. É importante frisar que esses livros eram tidos como verdadeiras relíquias, guardados em cofres.